Oftalmologia e TEA: Avaliação visual com respeito e previsibilidade

Crianças com Transtorno do Espectro Autista podem apresentar maior sensibilidade sensorial, tornando consultas médicas desafiadoras. Luzes intensas, aproximação física e mudanças de rotina podem gerar desconforto.

Além disso, o contato visual reduzido — comum no TEA — pode mascarar ou confundir a presença de alterações visuais. Por isso, é essencial descartar erros refracionais e outras alterações oftalmológicas associadas. Enxergar bem é parte importante do desenvolvimento da comunicação e da interação social.

Como conduzimos o exame?
A consulta é estruturada para oferecer previsibilidade e segurança;
Explicamos cada passo antes de tocar ou aproximar equipamentos;
Reduzimos estímulos sensoriais desnecessários;
Utilizamos estímulos visuais suaves e lúdicos;
Permitimos pausas sempre que necessário;
Mantemos a criança próxima dos pais para maior segurança.

O foco é construir vínculo e confiança. Com abordagem adequada, o exame pode ser tranquilo e respeitoso.

As informações acima têm finalidade educativa. Cada pessoa é única e pode precisar de orientações específicas. Se você apresenta sintomas ou deseja um diagnóstico preciso, agende uma consulta.

Dra. Nathalia Gravina Bottino
Oftalmologista e Pediatra
CRM-RJ 884103 – RQE 22709 – RQE 31791

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