A parte mais temida da consulta oftalmológica infantil é, sem dúvida, a hora do colírio. Muitos pais perguntam: “Dra., precisa mesmo pingar?”. A resposta é sim.
Em crianças, o músculo que faz o foco (acomodação) é muito forte. Se não usarmos o colírio para relaxar esse músculo (cicloplegia), o exame pode dar um grau errado! Além disso, a dilatação é necessária para ver o fundo do olho e checar a saúde da retina.
Dicas para os pais:
Não minta: Não diga que “não vai fazer nada”. Explique que vai pingar uma “aguinha mágica” ou “colírio de super-herói” para ver melhor.
Explique “Pode arder um pouquinho por alguns segundos, mas passa bem rápido.”
Quando a criança sabe o que esperar, ela se sente mais segura. Previsibilidade diminui ansiedade
No consultório, usamos técnicas rápidas e distrações para que a aplicação seja o menos incômoda possível. Com calma e jeito, o medo vai embora.
As informações acima têm finalidade educativa. Cada pessoa é única e pode precisar de orientações específicas. Se você apresenta sintomas ou deseja um diagnóstico preciso, agende uma consulta.
Dra. Nathalia Gravina Bottino
Oftalmologista e Pediatra
CRM-RJ 884103 – RQE 22709 – RQE 31791